domingo, 6 de janeiro de 2013

Dos vinhos na minha casa

Algumas coisas não me conformam. Uma delas é dizer que a bebida alcoólica é uma droga. Droga é o escambau. Se eu tomar alguns litros de água numa frequência maior que meu organismo suporta, provavelmente sentirei algo de ruim, algum mal me fará.

Desde que consiga me lembrar, na minha casa sempre houve uma garrafa de vinho. Em contrapartida, nunca vi ninguém bêbado. Nunca mais que um cálice para acompanhar uma boa macarronada. Nunca vi uma briga sequer entre meus pais nesses mais de 30 anos.

Conheço uma pessoa que não bebe, por se lembrar de uma tia que morreu. A mulher era boêmia, vários amantes ao longo da vida, não dormia bem, não comia adequadamente, não tinha uma casa com todos parâmetros de higiene desejada, por anos e anos. E a culpa da morte dessa tia seria a coitada da pinguinha que ela tomava de vez em quando. Pura bobagem.

O problema é o homem - e não o pobre do vinho, da grappa, da cerveja e afins. Colocamos nossa covardia   egoísta à tona classificando coisas de forma a qual não são. Drogas somos nós.

Outra coisa destacável é que quem sabe, gosta e entende de vinho não abre uma garrafa de vinho para dar um gole. O vinho sempre acompanha um prato. É um elemento de uma boa refeição.

Voltemos ao vinho. Para mim, não há nada mais gostoso que uma boa taça de vinho tinto acompanhando uma pizza, um ragú qualquer. Reservo-me o direito de toda quarta-feira a noite apreciar um vinho razoável com algúm acompanhamento. Meus favoritos são um pedaço de parmigiano, um pouco de presunto crú e o vinho tinto.

Vinho para mim, assim como caffè, deve ser forte. A vida precisa ter sabor. Vinho tinto, caffè forte, chocolate amargo, sempre. 

Queijo frescal, café fraco e McDonald´s poderiam sumir da face da terra por mim sem nenhum problema. Morte ao fast food.  Vinho doce então é caso de internação por demência (não me refiro ao Porto, ou aos fortificados, e vinhos doces pelo açucar da uva, mas às porcarias licorosas que teimam em chamar de vinho e que abundam as gondolas de supermercado).

A Itália é a terra do vinho. Abaixo, minha combinação amada. Comer um pouquinho disso toda quarta, é para mim uma forma de Deus recompensar-me por algo de bom que tenha feito nos últimos dias. A seguir, as cenas desses pedaços de paraíso:





Tem coisa melhor????


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